Mato Grosso terá laços culturais com a Rússia por meio de museu em Diamantino
O Governo Municipal de Diamantino investirá no resgate histórico e cultural do município. O professor Dr. Boris Komissarov, da universidade de São Petersburgo, afirmou durante visita, que ocorreu no sábado (15.03), que o município será referência ao mundo e doará materiais para o acervo da Expedição Langsdorff. Além de ministrar seminários numa série de eventos que ocorrerá no mês de agosto e unirá o Brasil, por meio de Diamantino, com a Rússia.

A visita de Komissarov em Diamantino percorreu o centro antigo, visitação ao acervo das réplicas da expedição e contemplação da natureza.

“Nós podemos fazer em Diamantino o Centro de Estudos sobre Langsdorff -- estreitando as relações entre Rússia e Brasil. Muito interessante criar aqui um museu vou ajudar, irei trazer vários materiais, cópias de livros, artigos, ilustrações, retratos. Faremos um museu vivo, capaz de produzir novas ideias”, afirmou Komissarov, ao mencionar o fomento ao turismo científico.

Entre 1821 e 1829, a expedição russa comandada pelo barão Georg Heinrich Langsdorff percorreu as então províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Pará. A expedição passou seis meses em Diamantino em 1828.

O prefeito Juviano Lincoln lembrou que o fato é considerado o mais importante de todos os tempos pelo rico acervo catalogado. “Temos uma série de compromissos que vamos cumprir, teremos aqui o museu de Langsdorff com certeza virá visitantes de todo o mundo ao Mato Grosso”, destacou.

Patrocinada pelo Tzar russo Alexandre I, a expedição que teve por objetivo promover descobertas científicas, investigações geográficas, estatísticas e o estudo de produtos desconhecidos no comércio, contou com a participação de vários artistas, botânicos, naturalistas e cientistas.

As intempéries encontradas no trajeto, especialmente as doenças tropicais, não impediram a produção de mais de duas mil páginas de anotações manuscritas, diários, desenhos, aquarelas e registros cartográficos, que, encaminhada à Rússia, ficou desaparecida até 1930, quando foi encontrada nos porões do Museu do Jardim Botânico de São Petersburgo.

Durante a redescoberta ao cenário da aventura, o professor Dr. Boris Komissarov foi acompanhado pelo prefeito Juviano Lincoln; secretário municipal de Educação e Cultura de Diamantino, Nilvo Pedro Lanza; assessor de cultura Jovenil Antonio dos Santos; presidente da Câmara Municipal, Luiz Carlos Gaino e a idealizadora do documentário sobre Langsdorff, Maria Claudia Heming.


Fonte: Assessoria de Imprensa