Pediatra alerta sobre aumento dos casos de crianças com infecções respiratórias em Diamantino
Com a oscilação nas temperaturas climáticas aumentou a incidência dos casos de infecções respiratórias atingindo, principalmente, crianças de até 5 anos de idade em Diamantino. O aumento das notificações registradas nas unidades de saúde do município levou a Secretaria Municipal de Saúde a adotar diversas medidas para controlar o avanço da doença e evitar o agravamento do quadro clínico que resulta em internações.
Nesta terça-feira (19.04) o pediatra Dr. Paulo Siqueira ministrou palestra para os médicos de todas as unidades de Estratégia e Saúde da Família sobre o protocolo de atendimento mais adequado a ser seguido e os meios mais eficazes para cuidar da saúde dos pequenos pacientes.
O especialista orientou sobre a conduta médica que deve ser adotada na abordagem às crianças enfermas. “Nós estamos numa temporada com incidência muito elevada de infecções respiratórias e quadros gripais, bronquiolites e pneumonias. Buscamos aqui conversar sobre qual a melhor forma de abordar essas crianças nessas situações, ou seja, o modo como os profissionais da saúde devem conduzi-las no ambulatório ou no consultório”, afirmou.
Sinais de alerta
O pediatra explicou que a síndrome respiratória atinge a região do trato respiratório, podendo afetar as vias aéreas superiores, como narinas, garganta a face ou ainda gerar complicações mais graves nas vias aéreas inferiores, como brônquios e pulmões, causando outras infecções mais graves.
“Os pais devem estar atentos aos sintomas para buscar ajuda médica. Os sinais de alerta são: febre com mais de 48 horas, criança que mesmo quando baixa a febre permanece desanimadinha, tosse persistente, respiração rápida, recusa alimentar podem ser indicativos de gravidade. Neste caso, necessariamente essa criança precisa da assistência da Saúde”, alertou.
O médico orientou ainda sobre como as mães podem tratar, em casa, as crianças que apresentam sinais leves de gripe e congestionamento. “A orientação para as mães é que se a criança tem só coriza, não tem febre alta e está com tosse ela pode tentar os cuidados em casa como hidratar bem a criança e higienizar as vias aéreas”, explicou.
A secretária de Saúde Marineze Meira fez um apelo aos pais para procurar a unidade de saúde o quanto antes em busca das orientações necessárias a tempo de tratar precocemente os sintomas e evitar medidas mais gravosas como o encaminhamento e a internação.
“Sabemos que a gripe é um processo natural decorrente das condições climáticas ou por outros fatores, o reencontro das crianças no retorno às aulas. O que pedimos é que os pais fiquem atentos para as dificuldades respiratórias da criança e não esperem! Precisam procurar a unidade de saúde mais próxima para que essa criança seja atendida”, disse.
Marineze comentou ainda sobre a importância de contar com as orientações de um especialista que é referência na Região. “Diante da situação, é necessário alinhar o modo como cada médico vai proceder no atendimento em suas respectivas unidades de saúde. A experiência do Dr. Paulo nos possibilita identificar o que a secretaria precisa disponibilizar para que esses profissionais tenham ao seu alcance a medicação mais eficaz e não falte o material necessário realizarem o atendimento mais adequado”.