Imprensa Notícias Prefeitura estuda projeto para fomentar coleta seletiva em Diamantino

15/05/2017 às 15:42

Uma reunião nesta segunda-feira (15) entre o prefeito Eduardo Capistrano, parte de seu secretariado e a gestora da Central de Recebimento de Embalagens de Agrotóxicos (CEARPA) de Diamantino, Maria Lúcia Cunha, deu início à discussão da implantação de um sistema de coleta seletiva no município.

A ideia é trabalhar em diversas “frentes”, como na educação – a partir de projetos de conscientização dentro das escolas; Na estruturação, com criação de pontos de recebimento de material; E na organização, com a Prefeitura apoiando uma Associação ou Cooperativa de catadores.

No quesito “educação”, o CEARPA já desenvolve um trabalho de conscientização nas escolas de Diamantino, conforme explica a gestora da instituição, Maria Lúcia Cunha. “Da mesma forma que é feita a logística reversa da embalagem de agrotóxico, a gente leva para as escolas públicas de Diamantino, um projeto que é iniciativa do Inpev [Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias]. É o Programa de Educação Ambiental ‘Campo Limpo’, que já é trabalhado no município há 12 anos. E mostra para as crianças a forma correta de separar o lixo doméstico e as possíveis destinações desse lixo”, explica

Maria Lúcia lembra que, mesmo que por enquanto ainda não exista um sistema de coleta seletiva em funcionando em Diamantino, é importante que as pessoas façam a separação do lixo seco - como garrafas pet, papel, papelão, vidro e latas -, do lixo úmido, que é o lixo orgânico, como restos de alimento, por exemplo. “A gente pede para separar, mesmo sem a coleta seletiva. Lá no ‘lixão’ existem pessoas autônomas, que fazem a coleta de material reciclável. Então, mesmo que todo tipo de lixo vá em um mesmo caminhão, existem pessoas que sobrevivem disso. Eles retiram todo o material que tem potencial de ser reciclado ou reaproveitado, e vendem esse material”, ressalta.

Segundo Maria Lúcia, o apoio da população é fundamental para que a coleta seletiva funcione. “A população tem que entender que existe uma lei federal, para isso. No entanto, sem o apoio da população, o município não consegue fazer isso sozinho. As pessoas têm que implantar essa cultura [de coleta seletiva] dentro de casa e entender que o meio ambiente, o município e elas próprias dependem dessa cultura implantada e dessa realização bem feita”, enfatiza.

 

A gestora do CEARPA acredita no compromisso da atual administração com a implantação da coleta seletiva em Diamantino. “Em conversa com o prefeito [Eduardo Capistrano] e com o secretariado, eu sinto que podemos começar uma atividade diferenciada dentro do município. Podemos caminhar com os projetos e com a implantação dessa cultura ambientalmente correta. O CEARPA como instituição, representando oito empresas dentro do município, tem o propósito de estabelecer a parceria na questão de educação ambiental. Vamos começar pelos nossos associados, pela nossa instituição, nossa central de recolhimento de embalagens, e disseminar essas informações para toda a população”, afirma.

Educação e organização

Diversas Secretarias da Prefeitura terão papel fundamental para que o projeto de coleta seletiva em Diamantino tenha êxito. Uma delas é a Secretaria de Educação, pois os estudantes que já recebem orientação sobre coleta seletiva há alguns anos, serão “multiplicadores” da ideia em suas casas, com seus familiares, conforme destaca a secretária Edith Marmos (Preta). “A Maria Lúcia já faz há alguns anos um trabalho bem feito de educação ambiental. E é através das crianças que nós vamos melhorar nosso meio ambiente”, salienta.

De acordo com o vice-prefeito e secretário de agricultura, indústria, comércio e meio ambiente, Claudimar Barbacovi (Gaúcho), outro ponto que a Prefeitura pretende trabalhar é no apelo junto aos servidores públicos municipais, para que também abracem a ideia da coleta seletiva. “É um processo que precisa ser iniciado com a conscientização da população. E a ideia que surgiu aqui dessa reunião é que a gente comece trabalhando com os próprios funcionários. Temos 30% das pessoas trabalhando em Diamantino, como funcionários da Prefeitura. Se nós fizermos nossa parte, se conseguirmos que nossos servidores adotem a coleta seletiva, já estaremos com um avanço muito grande”, garante.

A união de todos os catadores que atuam em Diamantino em uma cooperativa ou associação é outro desafio que a administração municipal terá. “Precisamos nos reunir com o pessoal que faz a coleta desses produtos recicláveis, para fazermos uma parceria e darmos a destinação correta. Existe hoje uma associação já regularizada, dentro do município. E não sabemos ainda como eles trabalham hoje. É preciso que eles se organizem, façam a comercialização desses produtos e distribuam a renda igualmente. O segundo passo agora é nos reunirmos com eles, conversarmos, para que haja um entendimento e uma organização correta”, comenta Gaúcho.